Você já prestou atenção como o seus hábitos se formam?

Está insatisfeito com eles?

Hábitos positivos são difíceis de serem construídos.

Mas, entendendo como eles funcionam, temos poder para modificá-los a nosso favor.

Você possivelmente já ouviu falar no livroO poder do hábito.

Pode ser que você tenha ficado em dúvida se leria ou não, e até ter visto algum vídeo sobre a obra no Youtube.

Eu recomendo a você que leia, sim, vale a pena!

São histórias de pessoas que mudaram radicalmente os hábitos e me fizeram pensar como REALMENTE funciona essa mudança.

Nesse artigo, iremos juntos descobrir como desconstruir hábitos danosos e criar novos. E também, aumentar nosso autocontrole, confiança e motivação.

Por fim, traçar um plano que  ajude você a alcançar seu propósito, na trilha de se tornar um profissional de alta performance.

Mudança de hábito

hábito

Charles Duhigg, autor do livro o Poder do hábito, já no início conta a história de Lisa, uma jovem de 34 anos que começou a fumar e beber aos 16 anos.

Foi obesa a maior parte da vida. E com seus vinte anos, não tinha emprego fixo e cerca de 10 mil dólares em dívidas.

Mas, Lisa aos  34 anos é atleta, não tem mais dívidas, não bebe nem fuma e está em uma empresa de Design Gráfico há mais de 3 anos.

Você ficou curioso com essa história? Eu também.

Afinal, até uma dieta é algo difícil de se seguir, imagina toda uma mudança de vida.

Nossos hábitos estão tão incorporados em nós que muitas vezes nem sabemos que os temos, como o adquirimos e muito menos como mudá-los.

Pergunto a você: esses hábitos prejudicam o seu dia-a-dia? Ou ajudam?

Pode ser que você tenha o hábito de comer um doce todas os dias depois do almoço. Mas, veja, isso pode fazer você engordar e ainda gastar dinheiro sem necessidade.

Outro hábito que não nos damos conta é olhar as redes sociais toda vez que seu celular chama.

Isso atrapalha o fluxo do seus estudo ou trabalho. Esta simples distração pode ser responsável por você não alcançar o cargo tão almejado, passar num concurso, abrir seu próprio negócio, enfim..

É que muitos dos nossos costumes diários não são escolhas racionais.

São hábitos ativados por um gatilho que nos fazem começar uma rotina automática.

Os hábitos são inevitáveis

E vamos ao passo-a-passo para mudar o hábito escolhido de fato.

Vou usar o exemplo de Duhigg. Vamos dizer que você queira:

“Parar de comer um cookie de chocolate todas as tardes”.

O primeiro passo é identificar a rotina. No caso do autor, era caminhar até a cafeteria e comprar um cookie de chocolate para comer enquanto conversava com colegas.

Mas agora, o que é menos claro: qual o gatilho para essa rotina? E a recompensa? Será que fome? Tédio? Mais energia? Socializar com colegas?

A fim de facilitar essa descoberta, sugiro a você um pequeno experimento. Teste recompensas.

Quando sentir o impulso de comprar um doce, dê uma volta no quarteirão e volte sem comer nada.

No outro dia, compre um chocolate e coma na sua mesa de trabalho.

Depois vá até a cafeteria, mas compre uma maçã.

Ao invés de sair do escritório vá até a mesa de um amigo e converse por algum tempo.

Teste quantas hipóteses forem necessárias. O objetivo é entender o que traz a você satisfação. Se é a socialização, fome ou a energia que o biscoito dá a você. Depois de entender, então pensar em substituir essa rotina.

Veja como você se sente!

15 minutos depois de cada teste, veja se ainda sente o impulso de comprar um cookie.

Caso tenha ido conversar com um amigo e a vontade do doce passou, seu impulso pode ser pela socialização.

Agora o segundo passo, vamos isolar o gatilho. O autor indica anotar:

“Onde você está?”;

“Que horas são?” ;

“Qual o seu estado emocional?”;

“Quem está por perto?” e

“Qual foi a ação anterior ao impulso?”

Duhing, autor do livro, percebeu que o impulso vinha sempre entre as 15:30 e as 16:00 e a recompensa que ele buscava era uma distração que poderia ser suprida com uma conversa.

O terceiro passo, então, é entender qual recompensa você busca.

O último passo: no caso do autor, ele criou um plano.

Todas as tardes no horário que normalmente ia à cafeteria passou a frequentar mesas de amigos de trabalho. E quando ninguém estava livre caminhava até à cafeteria mas comprava um chá.

Fórmula mágica?