A lógica do cisne negro: expanda mais seu grande círculo

Os cisnes negros são a base de quase tudo o que acontece no mundo, da ascensão das religiões à nossa vida pessoal. Entenda mais...

Imagine um grande círculo. 

Dentro dele está uma imensidão de coisas com o que você lida no dia a dia. 

E você está também consciente de que tem a plena liberdade de poder caminhar pelas ruas, ir ao shopping, sair para o trabalho ou para a Universidade.  

Isso é o que tem acontecido há muitos anos com você. 

Porém, vamos voltar ao grande círculo e agora eu o dividi em quatro dimensões.

Grande círculo

Dentro do círculo está contido:

  1. tudo o que você desconhece e sabe que desconhece. Exemplo: astronomia, psicologia;
  2. tudo o que você conhece e sabe que conhece. Exemplo: a sua profissão.
  3. tudo o que conhece e não sabe que conhece. Exemplo: acha que não sabe algo e se surpreende quando faz.

Mas eu tenho uma pergunta rápida para você:

Você sabe o que está fora do círculo?

Talvez você não tenha notado que o que está fora é onde mora o perigo, que é:

4. tudo aquilo que você não sabe que desconhece.

Quer um exemplo?

Até 6 meses atrás você não imaginaria que morcegos pudessem contaminar um homem com o novo coronavírus.

E foi exatamente esse fenômeno imprevisível, que reside neste quarto quadrante da figura, que teve o poder de mudar o mundo para sempre.

Porque foi capaz de fechar shoppings, cerrar as portas das empresas e das escolas e que impôs a você uma quarentena. 

A lógica do cisne negro: expanda mais seu grande círculo

Mas em hipótese, vamos imaginar que, há meses atrás, você tivesse tido uma premonição.

Algo como uma espécie de visão em que um morcego infectaria um primeiro homem com um vírus altamente contagioso.

E que, como se diz aqui na internet, este “viralizaria” pelos quatro cantos do planeta. 

Tentando salvar todo mundo

Você poderia gritar, antecipar para a grande mídia essa grande tragédia, mas é muito improvável que alguém desse ouvidos a você.

E você sabe o porquê?

É que os eventos chamados de pontos fora da curva, que impactam sobre a sociedade, são impossíveis de se prever.

Assim como também ninguém sequer imaginou:

  • o Tsunami;
  • o 11 de setembro;
  • a ascensão vertiginosa do Google, magicamente, traria todas as informações do mundo para dentro de nossa casa, na ponta dos seus dedos. 

E são estes eventos raros, de grande magnitude fora do grande círculo, que o autor Nassim Taleb chamou de Cisnes Negros, no livro “A lógica do Cisnes Negros“. 

A lógica do cisne negro: expanda mais seu grande círculo

 Você deve estar imaginando: de onde teria saído o nome?

É que até ser descoberto na Austrália, tida como a terra natal de todos os bichos esquisitos, acreditava-se que todos os cisnes eram brancos.  

E como nossos cérebros gostam de viver comportados, recolhidos a  suas crenças, nunca imaginamos que – algum dia – pudesse aparecer um Cisne Negro.

Porém isso nos choca muito porque a lógica do Cisne Negro defende que o que não sabemos é mais importante do que o que sabemos.

E agora você já sabe também que por esta razão, tantos planejamentos dão errado.

É que quando sentamos para planejar onde você vai buscar dados, informações?

E a resposta é: no passado.

Julgamos os fatos acontecidos e imaginamos que o futuro os repetirá em nossas previsões, com algumas pequenas mudanças.

Mas o passado nunca será uma boa ferramenta para prever o imponderável.

Portanto, não levamos em conta que cisnes negros poderão abalar profundamente nossos planos.  

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E eventos aleatórios surpreendentes e fora do grande círculo sempre irão se suceder a partir de uma infinidade de variáveis.

Uma nova parada para reflexão

grande círculo

Estamos falando basicamente de 2 coisas até aqui:

1- uma delas é uma porta definitivamente fechada que é a incapacidade de nosso cérebro de  prever o futuro;

2- é a de que sempre existirão fenômenos imprevisíveis de baixa probabilidade mas de altíssimos impactos sobre nosso mundo. 

Estes eventos nos chocarão, trarão sofrimentos, mas também produzirão avanços culturais, sociais e científicos. 

Agora eu quero pedir licença ao autor para fugir dos efeitos globais e fazer um zoom nesse conceito sobre o seu dia a dia, de modo que traga algo de valor para você. 

Vamos lá: 

O fato de não termos como prever sequer quando teremos a próxima gripe, nem tampouco o que será da bolsa de valores amanhã, não significa que podemos chamar esses efeitos de cisnes negros. 

São pequenos demais para classificarmos todo a aquele quarto quadrante fora do nosso grande círculo, como cisnes negros.

Não há dúvidas de que eles impactam profundamente em sua vida, mas não no mundo global.  

Mas não menos importantes para nós, vamos denominá-los do nosso jeito e tirar proveito do que temos.

Estes “solavancos” imprevisíveis ao surpreenderem você afetam particularmente o seu cotidiano.

E agora o que você quer saber é:  o que fazer para superar os efeitos destes mini-cisnes negros?

Me questionará ainda mais, afirmando:

se você está dizendo que não somos bons em antever o futuro, como aprender a tirar proveito de realidades tão complexas? 

Dois mundos

Bem, antes de tudo, pense em qual dessas 2 realidades você está: 

Há um mundo em que a maioria das pessoas prefere viver. É o mundo das coisas mais previsíveis.

Pessoas com este tipo de crença amam esta realidade e odeiam instabilidades.  

Embora possa haver discrepâncias, suas decisões se distribuem em torno de uma curva normal ou também chamada curva de sino.

Curva normal de sino

Ao contrário, há outro mundo bem diferente.

Uma minoria de pessoas prefere viver experimentando outro tipo de realidade, onde reina o imprevisível, o diferente, muito além da média das pessoas. 

Veja, ninguém cria riqueza vivendo naquele primeiro mundo.

Por que?

Pegue, ao acaso, mil pessoas assalariadas com graus variados de riqueza e tire a média. Existe um equilíbrio aí, certo?

Agora insira empresários, empreendedores na amostra. Verá que certas pessoas distorcem violentamente a média.

Isso porque -nesses casos – eles não estão expostos a uma remuneração compatível com um padrão profissional normal.

Não há limites para eles.

Portanto, por fugir totalmente da regra, aqui já não vale mais a curva de distribuição normal. 

Percebeu? 

Agora você deve estar imaginando em quais dos 2 mundos você está ou qual tem mais predominância em você. 

E quer saber também:  

Em que estes conceitos podem efetivamente me ajudar na prática?

Vamos lá. 

Veja, já falamos que se você for um profissional assalariado, você está no mundo das médias e saltos fora da curva são muito mais difíceis de ocorrer. 

Mas você pode começar também a abraçar um misto das duas realidades anteriores. Nem tanto ao céu e nem tanto a terra!

Vamos ver como?

Eu vou elencar para você 3 possibilidades:

1- Arriscando um pouco mais

3- Cresça 1% por dia

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