3 hábitos para o desenvolvimento da Inteligência Emocional

Lembra que, num meus dos vídeos anteriores, você vinha vindo pela rua e de repente se depara com um cão latindo em sua direção?

Mostrei para você que todo um sistema complexo de sobrevivência foi mobilizado. E sabe quem acionou tudo isso para você?

Foi o seu sistema rápido.

É aqui que tenho que falar para você sobre Daniel Kahneman, que conquistou um premio Nobel de economia. Repare, ele e um psicólogo. Não confundir com o Daniel Goleman, guru da Inteligência Emocional.

Como ia falando, Kahnemam facilita muito essa compreensão para você ao afirmar que a sua mente é dividida em 2 sistemas:

Um rápido e outro devagar.

O sistema rápido é aquele que leva você a agir automaticamente como no caso do cão. Tem respostas imediatas, sem o esforço “do pensar” e sem se preocupar com as consequências. Ele se utiliza muito da intuição e da emoção. E é muito convincente para nós.

Exemplo: 2+2? Você pensaria em outro número que não fosse 4? Você nem parou para pensar e mesmo assim, quase como um reflexo, esse número aparece em sua mente.

Enfim, é um sistema automático.

Agora peço que você multiplique 38×257!

Percebeu, neste caso não há uma resposta automática.

Você não precisa responder para mim, eu só quero que você compreenda que há outro sistema (e só mais este…) que é o Sistema Devagar.

E este age sob demanda sua, usa a lógica, pensa mais e precisa que você tenha foco.

Claro que você me perguntará: Mas qual a relação disso com a Inteligência Emocional?

Bem, agora então, quero fazer entrar em cena os conceitos do Goleman associando este tema com o da Inteligência Emocional, que é o meu grande compromisso com você.

Veja, quando nos encontramos em situações onde tudo flui com facilidade, quando as percepções são claras e as respostas que devemos dar podem ser as habituais, podemos ter segurança no sistema 1.

Mas quando você está diante de um possível conflito, ou a situação não se encaixa a um padrão, temos que utilizar o sistema 2.

Ou seja, evitar agir automática e precipitadamente porque neste caso, a situação exige mais concentração de você, mais foco e lógica para resolver o problema.

Percebeu que os dois sistemas são ótimos naquilo que fazem, mas que o seu papel central é de se tornar cada vez mais autoconsciente do que vai entregar a um e ao outro?

E é por isso que você terá que dominar muito mais as suas emoções, porque não há duvidas que deixar-se levar inconscientemente, sob o domínio do seu sistema 1 estará também sempre na defensiva, negatividade, ansiedade e stress, que foi a sua pergunta mais frequente para mim nos comentários.

E só quando você consegue o senso de autocontrole é que começará a pautar suas decisões com bases mais conscientes e positivas.

Se você concorda com o pressuposto que qualquer relação é sempre uma ligação emocional, isso leva você a refletir melhor sobre como se aproximar e impactar mais assertivamente as pessoas.

E veja que tem sentido e é um grande desafio para você essa compreensão. E sabe o porquê?

É que as pessoas também estão submetidas a mesma complexidade dos seus processos mentais, os mesmos dilemas com que você lida internamente.

Bem, então, Lembra que recomendei muito a você, num dos vídeos anteriores, a evitar logo sair correndo de manhã para o trabalho?

É que deve refletir com antecipação sobre o dia que virá, os compromissos e as pessoas com quem se relacionará.

Para se aprofundar, recomendo a leitura do livro Inteligência Emocional, de Daniel Goleman.

O que você procura?

Sobre João Francisco

O termo Impact Player nasceu do esporte, sendo associado a jogadores que fazem a diferença apenas por estarem em campo, capazes de elevar a confiança de um grupo com sua presença. 

Ou seja, um Impact Player é aquele que faz jogadas individuais incríveis, no entanto, seu principal valor está no papel estratégico que exerce sobre o seu ambiente, no momento em que sabe que o sucesso não é alcançado repentinamente.

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