Cérebro do Futuro- que habilidades novas você deve ter? – Artigo

cérebro do futuro


Você reparou no título? Cérebro do Futuro!


Quanta responsabilidade e pretensão querer contar a você como será o seu cérebro daqui para a frente!


Mas é claro que vou me refugiar de novo na ciência e me referenciar no livro de Daniel Pink, com este título que falei.


Aprendi que estes autores podem se perder em alguns detalhes, pois, às vezes, ultrapassam fronteiras e parecem tentar brincar de Deus, acentuando as suas previsões.

No entanto, posso garantir a você que normalmente eles acertam em cheio naquilo que é a essência porque fazem pesquisas, estudam projeções e constatam tendências. 


E é por isso que eles são uma boa companhia para você e para mim. Quer um exemplo?


Olha só, há 20 anos, eu aguardava sentado no auditório lotado da HSM. Quem iria entrar no palco?


Regis McKenna, vinha do Vale do Silício para falar sobre como lidar melhor com as expectativas dos clientes. Já que as tecnologias estavam avançando muito rápido e, repare, estavam permitindo muito mais escolhas ao consumidor e mais: o poder estava fugindo por entre os dedos das MÃOS das empresas para aquele que se tornaria o rei, o consumidor. 


Este estava se tornando “um perigo” para as empresas, porque começavam a exigir níveis de serviços cada vez mais superiores e inovação constante.


Nós, da área de telecomunicações, tínhamos acabado de implantar os serviços à distância e detínhamos os maiores índices de reclamações do Brasil. 


Bem, não dá muito tempo e McKenna entra no palco.


Já começa com uma frase que parecia ser feita para mim, ele diz:


“A tecnologia fez o tempo acelerar. E mais, este novo consumidor tem pressa e irá querer cada vez mais velocidade de resposta em suas demandas”.


Foi como um soco no meu estômago, porque ficou claro que havíamos oportunizado mais acessos aos nossos clientes, mas os nossos paradigmas internos, dentro da empresa, não haviam mudado, eles continuavam os mesmos. 


Tínhamos uma inércia que não respondia mais às exigências e foi uma transformação tão grande e sem volta que os impactos na qualidade dos serviços se mantêm até os dias de hoje.


Mas por que falei que é bom para você ter por perto autores que falem de tendências? É que você pode ir se preparando para a transformação que irá acontecer. Quando as pessoas apontam para tendências, você deve dar atenção.


Mas sabe o que estou curioso? Saber a sua opinião. Se você gostou ou tem uma sugestão a fazer, comente, ok? É sempre importante para nós aqui.


Seguindo, olhe ao seu redor. Nossas roupas, móveis, carros, tudo… Tudo tem conteúdo.


É o DESIGN.


Que é a primeira das seis novas tendências e habilidades que vamos ver.


Você e eu viemos da Era da Informação, ONDE era preciso memorizar muito conhecimento e conseguir um diploma universitário para ser bem-sucedido. ISTO exigia um tipo de pensamento essencialmente associado ao lado esquerdo do nosso cérebro.


As pessoas foram tendo cada vez mais acesso ao ensino superior, aprenderam as “regras do sucesso” e se tornaram profissionais de valor com altas remunerações. 


Mas olha onde você chegou: agora, você está na Era Conceitual.


E sabe o que muda com isto?


Você já sabe que o mundo acelerou e também que, com isto, vieram mudanças. É a minha opinião e não vou dizer que as questões lógicas e racionais perderam espaço.


Não! Claro que construções precisam seguir regras para se sustentarem de pé e produtos precisam de funcionalidade.

 
Mas você sabe, tudo o que você produz transcende a utilidade há bastante tempo. Vá pela rua e conte quantos carros diferentes, quantos modelos de roupas em diversos estilos e cores, quantas luminárias nas lojas, tipos de móveis, etc.


Agora, entre no supermercado e olhe para tudo, a grande fotografia… Tudo é design.
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Muitos dos produtos refletem nossos estilos de vida, preocupações ambientais e até fortes convicções morais. Tentam atrair você por serem intuitivos e se ajustarem ao seu desejo. E, para os desejos de cada um de nós, não há receitas de bolo.


Mas não pense que design só está ligado a produtos. Não, design de serviços é uma estratégia que inclui relacionamento e atendimento diferenciado ao cliente, muito além da venda do serviço em si. Design também é isto.


O que estou dizendo é que os serviços que você presta ou os produtos que você produz tem agora características associadas ao lado direito do nosso cérebro, que é intuitivo, criativo e é onde predomina a visão holística.

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As pessoas que têm naturalmente aptidão para o design já começaram a se destacar no mercado de trabalho, mas não pense que você não pode aprender a agregar valor de design a sua profissão — sempre pode. E você,  que conhece o seu consumidor, pode até fazer melhor do que ninguém.


A primeira das seis tendências de que fala Daniel Pink é o design, mas há outras cinco habilidades que você precisa explorar. 


A 2ª nova habilidade é CONTAR HISTÓRIAS.


Além do bom design, atualmente é necessário saber contar histórias sobre o que fazemos. Veja, você já sabe que as informações se multiplicaram e passam muito rapidamente pelos nossos olhos.


Quanto mais elas se disseminam, menor o valor intrínseco que elas guardam. Como fazer para conseguir que alguém guarde algo que você quer passar, como deixar uma boa impressão, seja numa conversa, uma reunião, uma palestra, uma negociação?


Bem, o que gruda nas pessoas são histórias. As histórias sempre foram uma parte essencial da experiência humana — nós costumamos lembrar melhor delas do que lembramos de fatos ocorridos.


No intervalo para um cafezinho nas empresas, o que mais se vê são pessoas compartilhando experiências, que são histórias pessoais reais e até imaginárias.


Contar histórias desenvolve conexões entre as pessoas, empatia e é muito divertido para elas.

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Então, por que não pegar essa nossa predisposição natural de contar histórias sobre a equipe, os hobbies, os amigos, e torná-la parte da cultura cotidiana das empresas?


A história de um produto — seja, quem o fez, onde estava, como fez e porquê fez — pode ser determinante para uma empresa prosperar num ambiente competitivo.


Se você reparar, há histórias em tudo hoje em dia. Nas embalagens se contam histórias, na apresentação mensal dos resultados da empresa se contam histórias, no cardápio de um restaurante, nas postagens dos seus amigos (as) nas redes sociais.


Todos, na verdade, querem comunicar uma mensagem, uma ideia, reter a atenção de alguém e tudo se resume a uma questão: ser, de alguma forma, relevante para os seus superiores, clientes, amigos e familiares.


E esta é a 2ª habilidade que dá a você a essência da influência, se você começar a reunir uma narrativa atraente ao contar o que você faz.


As outras quatro habilidades são ainda mais interessantes e eu vou deixá-las para o post e vídeo seguinte. Aguardo você lá.


Não deixe de se comentar, ok?

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Vá em frente!

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Sobre João Francisco

O termo Impact Player nasceu do esporte, sendo associado a jogadores que fazem a diferença apenas por estarem em campo, capazes de elevar a confiança de um grupo com sua presença. 

Ou seja, um Impact Player é aquele que faz jogadas individuais incríveis, no entanto, seu principal valor está no papel estratégico que exerce sobre o seu ambiente, no momento em que sabe que o sucesso não é alcançado repentinamente.

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