Procrastinação, o hábito de deixar para depois!

Mulher deitada no sofá navegando no celular

Pois é, é sobre procrastinação que eu gostaria de tratar com você aqui nesse artigo.

Muitos seguidores estão me mandando mensagens perguntando qual motivos de eu ter estado ausente. A razão é por causa da minha dedicação em escrever um livro e uma imersão, reunindo para você tudo o que aprendi ao longo da minha jornada.

Quero  recompensar você por todo esse carinho que recebo todos os dias em meu canal, pois me sinto feliz em deixar um legado. Porém, no momento em que preparo esse vídeo para você, sobre um tema talvez já banal, tenho que confessar um outro motivo para essa minha ausência: esse motivo foi mesmo a procrastinação.

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Porque procrastinamos?

Bem, por que às vezes não fazemos as coisas quando elas podem ser feitas? Todos somos de certa forma procrastinadores? É claro que não é necessário se tentar replicar um ideal de rigor espartano de disciplina, no entanto, sei que você sabe que, se quisermos tirar o melhor proveito do nosso tempo, adiar tarefas não contribuirão em absolutamente nada.

Tudo isso é impressionante, porque parece que estamos marcados com uma espécie de tatuagem tão enraizada em nosso cérebro que nos rendemos sempre aos soldados inimigos do adiamento. Não pense que o hábito de deixar para depois é algo extrínseco a nós, mas então você perguntaria: se isso é algo que vem de dentro, agimos deliberadamente contra nós mesmos? Coisa estranha, não é mesmo?

É impressionante sim! Nós sabemos o que devemos fazer, mas, por alguma razão, somos sugestionados a não agir. O psicólogo Timothy Pychyl, da Universidade Carleton, pergunta:

“Que lacuna é esta entre a intenção de fazer e o agir, mesmo? Que espécie de falha é essa? ”

Não interessa muito se a procrastinação é um ato consciente ou inconsciente, a verdade é que “empurramos com a barriga” nossas obrigações e optamos por realizar outras tarefas, às vezes, sem importância nenhuma, mas, aqui, há uma coisa muito importante: essas outras tarefas têm um apelo muito forte, porque elas nos dão prazer imediato.

Por exemplo: se você tem que estudar para o vestibular, que promete a sua recompensa para o final do ano quando passar no exame, nosso cérebro preferirá ir à procura daquele pudim na geladeira ou dar uma boa navegada pelas mídias sociais. 

Como ter equilíbrio entre prazer e realização

Veja, procrastinamos por uma razão bem hedonista, que é viver para ter prazer imediato. Isso é algo muito comum na rotina das pessoas, certo? É uma espécie de vicio e odiamos nos render a eles, porque nossos desejos manifestam o nosso pior lado, que é sempre darmos preferência por recompensas rápidas, mas sem conexão com nossos melhores sonhos de realização.

Procrastinação

 Dessa forma, evitamos sacrificar o presente para obtermos vantagens no futuro, e o cérebro mais primitivo pensa assim: uma recompensa imediata, mesmo que seja de menor valor, é mais concreta do que esperar por o que quer que seja, isso porque o futuro nos parece abstrato e mais incerto.

Como vou lidar comigo então? Como ter mais equilíbrio entre os prazeres momentâneos, meus hobbies e a consecução de meus planos futuros? Bem, aí vão 4 orientações para você poder refletir:

1. Dê passos bem pequenos, mas não pare jamais 

Comece a jogar o jogo certo com o seu cérebro e defina uma meta baixa para você, “tão baixa”, que o nosso desejo de viver pelo prazer se intimide diante desse micro desafio. Você começa, então, a domar essa “espécie de animal” perigoso que é o nosso cérebro primitivo.

Veja mais: o psicólogo Tim Pychyl também comprovou que aquelas tarefas fáceis e menos estressantes permitem a você alcançar micro objetivos, como se, numa sequência de dominós, acionasse o menorzinho deles e deste, um outro um pouquinho maior e por aí vai.

 Desse modo, para não alimentarmos a nossa fera primitiva da procrastinação, pegue aquelas suas metas ambiciosas e as quebre em pedaços que não ultrapassem 30 minutos.

 Não se comprometa a ler um livro por semana caso haja o risco de adiar essa meta. Ao invés disso, escolha 3 páginas para serem lidas diariamente. Também não prometa que irá começar a caminhar 1 hora por dia e faça caminhadas   regulares por 10 minutos, ou dê a volta no quarteirão, até que você sinta que essa prática se tornou um hábito. Aí, vá aumentando o tempo.

Não deixe o seu dia com uma agenda aberta, ao acaso, pois alguém se ocupará dela e você sabe quem é. Ou seja, defina o que é possível fazer hoje e o que pode ser deixado para amanhã 

Sabe o que eu não te falei? É que, se você cumpre seus pequenos compromissos do dia, o seu cérebro te recompensará com o prazer de algo realizado, por estar melhorando dia após dia e saber que está conquistando os seus objetivos maiores.

2. Tenha consciência do que acontece com você, mas evite se repreender 

Quando adiamos tarefas e sentimos que não deveríamos, no fim das contas, temos sentimentos muito negativos que não nos ajudam em nada. Eles funcionam como desmotivadores e impedem que vejamos a situação da procrastinação com mais clareza. 

Fuschia Sirois, professora e psicóloga na Universidade de Sheffield, diz que “quando isso acontece, nós não nos sentimos mal apenas com as coisas que estamos adiando. Não! Sofremos mais porque nos lembramos de todas as vezes que procrastinamos no passado”. Assim, essas lembranças nos trazem de volta sentimentos negativos e nos desmotivam a refletir sobre qual é a melhor forma dominarmos a nós mesmos.

Eu não sei se você irá querer fazer isso, mas, quando acontecer de não se sair bem como gostaria e sua mente estiver te maltratando com emoções que afetem a sua autoestima, escreva um bilhete, como se fosse para um amigo, dizendo “não há nada de errado ou imoral no que você fez”.

Você pode achar isso uma bobagem, mas como diz Fuschia, “somos muito mais gentis com outras pessoas quando elas estão lutando por algo maior, do que com nós mesmos”. Diga a si mesmo (a): ”eu estou buscando melhorar a cada dia, não fui a primeira pessoa a procrastinar e não serei a última” e vá em frente, consciente de si mesmo, porque o autoconhecimento é o melhor remédio para nós nos superarmos. O que quis dizer apenas é: não se machuque, mas vá em frente!

3. Divida seus objetivos com quem você admira e respeita

Em 2010, uma palestra do TED, de Derek Sivers, viralizou com uma dica justamente contrária a essa afirmação que vou fazer. Ele sugeria que você guardasse os seus sonhos e metas a 7 chaves para si mesmo, não os dividisse com mais ninguém, mas, recentemente, uma pesquisa da Universidade de Ohio contrariou essa tese e concluiu que “as pessoas tendem a estar mais comprometidas com seus objetivos depois de compartilhá-los com alguém que elas respeitam e admiram”.

A pesquisa ainda mostra que, além do maior comprometimento, você possuirá também mais motivação pelo simples fato de ter uma espécie de compromisso psicológico com essas pessoas. Portanto, chame aquele chefe, mentor ou amigo que você confia e admira e conte seus planos a ele ou a eles. Por último e mais importante:

4. Respeite seus limites, mas você sabe que precisa fazer alguma coisa!

Não há uma bolha em que possamos viver totalmente isolados das distrações. Elas estão ao nosso redor o tempo todo: ruídos, alguém que chama você no WhatsApp, crianças que gritam, uma TV além do volume, pessoas que aguardam o seu e-mail de resposta, enfim, o mundo ideal não existe e nós nadamos nessas águas nada tranquilas o tempo todo.

Por que eu te culparia, se me encontro com você atravessando esse oceano? Portanto, aceite tranquilamente uma recomendação minha: precisamos lutar para começar a agir de maneira distinta dos procrastinadores crônicos. Assim, procure tomar iniciativas para salvar seus sonhos e suas intenções mais elevadas, independentemente de quanto tenha procrastinado em algumas coisas até aqui. 

Some realizações pequenas aos seus dias e mais: adicione fatores prazerosos durante ou depois de suas atividades, como, por exemplo, música, um chocolate de presente, um intervalo para cafezinho, mas tenha insistência e a perseverança para romper, aos poucos, essa limitação tão latente, atual e humana.

Lembra-se do que vídeo que fiz para você, denominado Willpower?

Lá, eu havia sugerido que, em tarefas que exijam decisões, o seu cérebro gastará muito mais energia, então, alimente-se com cereais e frutas, tanto no início, quanto em intervalos. Ciência: existe uma relação direta entre alimentação e capacidade de decisão. 

Por fim, caso me responda que esta última dica não se aplica a você, eu gostaria de recomendar que volte à 1ª.sugestão que fiz e prove a si mesmo que você pode.

Eu sei que somos todos diferentes, mas você encontrará o seu caminho e, caso decida agir da sua própria e melhor maneira, então não se dará por vencido. Celebre os seus pontos fortes, ok?

Vá em frente!

Livro indicado: Força de Vontade por Roy Baumeister e John Tierney

2 respostas

  1. Meu caro João Francisco.
    Admiro o seu excelente trabalho, sempre buscando uma maneira mais eficaz de melhorar o desempenho e o bem-estar do ser humano.
    Ainda há pouco eu estava procrastinando e faço isso a cada noite.
    Por que procrastinamos?
    As tarefas cujos maus resultados não terão tanta importância, como um jogo solitário, se ganhamos, recebemos uma gota de dopamina no centro de recompensa do cérebro e nos enchemos de satisfação,, se perdemos, um breve grunhido de insatisfação será o bastante para em seguida começarmos tudo de novo.
    A tarefa procrastinada quase sempre representa uma ameaça caso seja mal sucedida e quanto maior a probabilidade de fracasso mais tentadoras serão as pequenas e prazerosas tarefas que nos socorrem para evitar a frustração de sermos derrotados na tentativa de realizar a tarefa que nos levaria à realização de nossos sonhos. O medo do fracasso está presente em todas as procrastinações ainda que a procrastinação acabe levando o procrastinador ao fracasso.. Paradoxalmente o medo do sucesso pode provocar um efeito semelhante. O medo do sucesso é o medo de romper os limites que imaginamos que as pessoas mais próximas estabelecem para nós conforme nossa autoimagem é por elas percebida.

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Sobre João Francisco

O termo Impact Player nasceu do esporte, sendo associado a jogadores que fazem a diferença apenas por estarem em campo, capazes de elevar a confiança de um grupo com sua presença. 

Ou seja, um Impact Player é aquele que faz jogadas individuais incríveis, no entanto, seu principal valor está no papel estratégico que exerce sobre o seu ambiente, no momento em que sabe que o sucesso não é alcançado repentinamente.

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