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O poder da linguagem corporal

Eu vou falar sobre um tema importante para você que quer liderar, ser bem-sucedido nos relacionamentos, se comunicar melhor e, neste caso, a sua linguagem corporal faz toda a diferença! 

Visualize comigo a seguinte cena: um candidato entra em uma sala para ser entrevistado para um cargo de alto nível em uma multinacional. Na sala estão o CEO da empresa e dois ou três diretores, todos com o currículo desse profissional nas mãos, que por sinal é excepcional.

O candidato entra, senta e cruza braços e pernas, encolhendo os ombros para dentro e mantendo pouco contato visual com seus entrevistadores.

A primeira impressão que ele passa com esses pequenos sinais não combina com a postura de um líder, concorda?

Ele pode até ser um bom líder, mas não é isso o que o corpo dele está comunicando. E pode ser que ele não tenha uma nova oportunidade para desfazer esse mal-entendido.

O ditado popular “A primeira impressão é a que fica” parece fazer todo sentido nesse caso, não é mesmo?

A comunicação vai além das palavras

É exatamente por isso que precisamos entender e dominar alguns aspectos do que vamos chamar aqui de linguagem corporal.

Em seu livro “A linguagem corporal dos líderes”, Carol Kinsey Goman desvenda o grande segredo de como grandes líderes conseguem parecer tão convincentes e cativantes antes mesmo de dizerem qualquer palavra.

Sabemos que a boa comunicação é uma das habilidades de grandes líderes, certo?

Mas a comunicação é muito mais do que ser bom com palavras. Ela engloba também um outro lado de que pouco se fala, um conjunto de sinais corporais que emitimos e que são interpretados quando interagimos.

A linguagem corporal foi uma das primeiras formas de comunicação humana. Nossos ancestrais tomavam decisões sobre o que consideravam ameaça ou não para a sobrevivência, com base nas poucas informações visuais coletadas quando se encontravam uns com os outros ou até mesmo com alguns tipos de animais.

E imagine você que isso acontecia em questão de segundos.

Felizmente hoje em dia não precisamos mais usar essa leitura por questão de sobrevivência, mas ela continua sendo uma habilidade muito importante, principalmente nas relações de trabalho.

7 segundos para causar uma boa ou uma má impressão

Segundo pesquisas científicas, o cérebro humano leva em torno de 7 segundos para formar uma primeira impressão sobre alguém com base nas informações visuais que ele capta. Isso mesmo! Temos 7 segundos para causar uma boa ou uma má impressão!

E no mundo dos negócios as primeiras impressões podem determinar o sucesso ou o fracasso de uma parceria, por exemplo.


A linguagem corporal é tão importante que tem impacto quatro vezes maior do que qualquer comunicação verbal.

Charles Chaplin e o cinema mudo continuam divertindo milhões de pessoas mesmo com todo avanço tecnológico da sétima arte das últimas décadas.

E por falar em tecnologia, você deve concordar comigo que ela veio para facilitar nossa vida em muitos aspectos, certo?

Porém o meio de comunicação mais influente ainda é o presencial: é ele que carrega o maior número de informações possíveis sobre a pessoa com quem você está interagindo.

Mesmo que as chamadas por vídeo tenham substituído muitos encontros presenciais nos últimos anos, somente uma pequena parte do conjunto de sinais está disponível para ser interpretado nesse tipo de comunicação.

E sem a capacidade de lermos a linguagem corporal como um todo, perdemos elementos importantes e que podem ser determinantes para avaliar uma situação, como saber se a equipe está suficientemente engajada para um projeto ou se a parceria nos negócios tem chance de dar certo.

Crie empatia com seu interlocutor através dos sinais corporais


Considere agora o seguinte: quando estamos nos comunicando, naturalmente estamos interagindo uns com os outros. E Independente de nossa intenção, nossa linguagem corporal produz nos outros inferências e julgamentos, e esses julgamentos são muitas vezes decisivos no nosso dia a dia.

Você deve concordar comigo que queremos sempre causar um impacto positivo quando falamos em público, por exemplo, ou numa reunião de negócios ou mesmo em um encontro romântico.

Então, além de saber interpretar a linguagem corporal dos outros, é muito importante que saibamos também transmitir um conjunto de sinais corporais corretos e positivos para criar empatia e conquistar a confiança de nosso interlocutor.

Não é à toa que líderes de sucesso costumam fechar boas parcerias ou inspirar sua equipe em momentos de grandes desafios. Eles sabem como projetar uma boa linguagem corporal.

Peter Drucker, um dos autores mais influentes em Administração, certamente entendeu isso quando disse uma vez que a coisa mais importante na comunicação é “ouvir o que não é dito”.

Não estamos dizendo aqui que as palavras não são importantes, claro que não! Mas é certo que devemos construir um alinhamento perfeito entre o que dizemos e o que expressamos através do nosso corpo.

Como um detector de mentiras, somos especialistas em perceber mensagens contraditórias.

Mas, vamos ilustrar tudo isso o que estou dizendo.

Quero que você visualize agora um ícone do mundo dos negócios: Steve Jobs. Nada melhor do que aprender com um ótimo exemplo! Qual a imagem que temos dele quando apresentava um novo produto para o mercado? Naturalmente a de um grande líder.

Vamos analisar agora o a linguagem corporal que contribui para essa nossa imagem: 

  • primeiro, ele tinha uma postura expansiva. Peito e braços abertos, coluna reta, queixo levemente erguido – todos esses gestos transmitem poder, autoridade e respeito. Lembre- se do atleta que comemora de braços abertos ou erguidos ao cruzar a linha de chegada de uma maratona. Esta é a imagem do sucesso. O contrário disso, ou seja, braços cruzados, corpo curvado e cabeça baixa podem ser interpretados como sinais de submissão e fraqueza.

  • segundo, Jobs mantinha um contato visual direto com seu público. O olho no olho transmite confiança, mostra que você está aberto e se interessa por aquilo que o outro diz. Desviar o olhar do seu interlocutor é sinal de desinteresse ou esquiva.
  • terceiro, os movimentos das mãos de Jobs. As mãos espalmadas para frente e com movimentos entusiasmados, espontâneos e autênticos denunciavam que ele estava totalmente envolvido com o que dizia. Gestos mecânicos ou estáticos indicam monotonia, pouco ou nenhum envolvimento emocional com o que você está propondo.

  • quarto, ele expressava um leve sorriso ao encarar sua plateia. Isso transmite empatia e proximidade, também pode ser interpretado como sinal de convite, acolhida e inclusão. Uma expressão facial fechada pode ser considerada grosseria ou mesmo sinal de desaprovação.

Impressionante, não é mesmo? Mas lembre-se de que não se trata apenas de um único gesto. A leitura é feita levando-se em consideração todo um conjunto de sinais que formam um contexto.

Não generalize tudo!

Afinal, os braços cruzados visto de maneira isolada podem significar apenas que nosso interlocutor está com frio, certo? No exemplo de Steve Jobs, foi toda uma sequência de posturas e gestos que desencadeou nosso julgamento sobre seu poder de liderança.

E para finalizar esse vídeo, quero deixar aqui um estudo motivador pra todos nós.

Você já viu aqui que ao analisarmos a linguagem corporal de outras pessoas podemos aprender a modelar nossos próprios gestos para mudar a forma como nos comunicamos, transmitindo confiança, empatia e sendo bem-sucedidos em nossas relações pessoais ou de trabalho.

Mas, na verdade, esse aprendizado é mais do que uma técnica para se chegar a um resultado.

O que as pesquisas revelam

Recentes pesquisas têm demonstrado que algumas mudanças em nossa linguagem corporal podem transformar efetivamente a forma como pensamos e sentimos sobre nós mesmos.

Amy Cuddy, psicóloga, professora e pesquisadora de Harvard, encontrou evidências científicas de como nossa linguagem corporal pode afetar positiva ou negativamente nosso estado mental. 

Em sua apresentação no TED “Sua linguagem corporal molda quem você é” – ela diz: o que fazemos com nosso corpo é reflexo do que estamos sentindo e, portanto, quando mudamos a nossa postura, isso faz com que nosso modo de encarar a vida e os desafios também mude.

Ela sugere um treino diário de 2 minutos com o que considera “posições de poder”, como manter a coluna reta e o peito aberto, queixo levemente levantado.

Mesmo que você não se sinta confortável nessas posições em um primeiro momento, Amy garante que adotar essas posições aumentará sua autoconfiança e suas chances de sucesso.

“Finja ser poderoso até que isso se torne real”, ela diz.

Vá em frente!

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