Quando você deve deixar o seu emprego?

Pouca gente sabe o momento certo para deixar o seu emprego.

E nem sempre sabemos também o porquê de, na maioria das vezes, adiarmos tanto!

Você se levanta pela manhã e imediatamente se liga no que irá fazer no dia.

E quando você vê já é hora de sair do trabalho de novo.

E o tempo vai passando…

Você está sempre ligado (a) no “como” irá fazer as coisas e com “quem” irá contar.

E passam-se os anos assim, nessa rotina.

Mas repare:

Além do “como fazer” e do com “quem fazer” as coisas, as pesquisas recentes tem revelado que nem sempre escolhemos “o quando” devemos tomar decisões importantes para nós mesmos (as).

Deixamos passar os anos e negligenciamos o “quando” tomar decisões importantes.

É que muitas decisões do “quando” envolvem mudanças, rupturas e tememos esse encontro conosco mesmos.

Quer um exemplo: a maioria das decisões do tipo: “quando abrir um negócio, quando fazer um curso, quando mudar de empresa, acontecem por mera intuição.

Mas Daniel Pink, em seu livro Motivação 3.0 diz que o momento correto de fazer as coisas certas não deve ser compreendido como a depender da sorte e nem é arte também.

É algo que deve ser pensado e construído por você.

E ele diz que – então – é muito mais ciência do que arte ou sorte.

E aqui, eu também diria que um bom gerenciamento do seu tempo é essencial. Pois, vai permitir a você organizar sua rotina e encontrar espaço na sua agenda para estudar e dar continuidade ao aprendizado.

Mas vamos falar hoje de apenas de uma decisão importante, que você – alguma vez –  já pode ter tomado e que ainda tomará muitas vezes ao longo da sua carreira.

Que é a do “quando” você deve deixar o seu emprego que, talvez, por alguma razão, você já tenha perdido a paixão.

Pode ser que você tenha chegado naquele ponto de inflexão de carreira em que começa a pensar em mudar.

Mas “quando” começar a preparar a sua estratégia e “quando” começar a agir para deixar o seu atual emprego?

Esse é um grande dilema e também um passo importante na sua carreira.

Como é uma decisão de risco, a grande maioria das pessoas mantém em mente a doce esperança de que – um dia – caia do céu aquela bela oportunidade.

Mas como falamos, hoje se sabe, que isso precisa ser planejado por você.

E para ajudar você a tornar essa decisão com mais assertividade o autor Daniel Pink propõe 4 reflexões importantes.

Se você responder não para 2 ou mais destas questões, já deve ser uma forte razão para levantar as suas antenas de alerta.

1- Você quer completar mais um ano nesse emprego?

As pessoas têm maior probabilidade de largar o emprego ao completar o aniversário de 1 ano nele.

E o segundo período mais provável é no aniversário de 2 anos e em seguida o de 3 anos.

São marcos estatísticos importantes esses 3 anos seguidos.

Mas repare: Uma das melhores maneiras de aumentar seu salário é mesmo trocar de emprego, mas não pense em fazê-lo até os 3 anos.

Mas quando fazer então?

A ADP, que é uma importante empresa na área de Recursos Humanos, descobriu que o melhor momento costuma ser entre 3 a 5 anos.

Esse período representa o ponto preciso para aumentos salariais importantes.

Menos de 3 anos pode ser muito pouco tempo para você atingir um estado superior em habilidades desejáveis pelo mercado e também amadurecer a sua capacidade de negociação.

Mais de 5 anos é quando você começará a ficar amarrado a sua empresa pelo fato de ter escalado algum nível na carreira, embora ainda não fosse de todo satisfatório para você.

Isso torna mais difícil de você pensar em mudanças.

E é quando se entra em uma zona de conforto.

Pense nisso e vamos em frente.

2- Seu emprego atual exige de você o suficiente e está sob seu controle? 

As atividades profissionais ou os empregos mais gratificantes partilham de um traço em comum.

Eles impelem você a trabalhar em seu nível mais elevado, mas de maneira que você tenha a liberdade para desenvolver o seu melhor no que faz.

Empregos que são exigentes demais, mas não oferecem autonomia a você para realizar bem o seu trabalho, acabam deixando você exaurido e isso leva ao stress.

Mas veja, ao contrário, empregos que nos dão muita autonomia, mas poucos desafios, também não são bons. Eles entediarão você.

E mais, empregos sem objetivos, sem desafios e que são muito exigentes em termos de comando e controle são os piores de todos.

Farão você sonhar todos os dias em deixá-los e não há dúvidas que, isso acontecerá, mais cedo ou mais tarde.

Se o seu emprego não oferece oportunidade para você se desenvolver, não há muito o que você possa fazer para melhorar as coisas.

Comece a pensar e se preparar para tomar uma atitude de mudança planejada por você.

3- O seu gestor permite que você faça o seu melhor?

Veja se você consegue responder com um “sim” a estas 3 perguntas que seguem:

  • Quem dirige você está sempre pronto a ajuda-lo (a), defendê-lo (a) e assume responsabilidades em vez de culpar os outros?
  • Encoraja o seu esforço e permite com que você possa brilhar como profissional?
  • Mostra senso de humor em vez de um temperamento irascível?

Se você respondeu com um “sim” a essas 3 perguntas, você provavelmente está em uma boa empresa para se trabalhar.

Se seu gestor é o oposto, cuide-se enquanto se mantém aí, mas pense em se preparar para se mandar.

Veja que falei em se preparar para sair, ou seja, planeje a mudança com cautela até chegar o dia em que você anunciará a todos.

Obs. Este é um excelente livro que indico a você a leitura sobre este tema: “Melhor chefe: Pior chefe: como ser o melhor…e como aprender com o pior”, de Robert Sutton de Stanford.

4- O que você faz na empresa se alinha com as suas metas pessoais de longo prazo? 

Pesquisas em muitos países revelam que quando suas metas individuais se alinham com as metas de suas empresa, você é mais feliz e produtivo.

Então pare um pouco e faça uma lista de duas ou três metas para os próximos cinco anos.

Se a sua empresa ou organização atual é o lugar certo para que você possa chegar lá, no que você mais quer, será ótimo. Você está no lugar certo.

Porém, se você não se vê ali no futuro, prepare-se antes e considere o melhor momento para se engajar a outra organização que se alinhe ao seu plano pessoal.

Deixar a organização não deve ser fruto de espontaneísmos, coincidência ou um mero efeito do acaso.

Não! É algo que você precisa planejar porque as chances de dar certo são muito superiores.

Ao ter construído o seu melhor plano, decida o seu “Quando” fazer, considerando os impactos para você.

Escolha o melhor momento para comunicar pensando também nos outros. Saia com grandeza reconhecendo a todos.

Faça com todo o cuidado. Tenha coragem e muita diplomacia.

Pode haver alguma dificuldade inicial, mas o tempo dirá que foi uma decisão acertada.

É isso por hoje. Vou aguardar o seu comentário para saber se ajudou você.

Vá em frente!!

 

Fonte:  Quando: Os segredos científicos do timing perfeito de Daniel H. Pink

Livros Indicados por mim a você:

Quando: os segredos científicos do timing perfeito – Daniel Pink

Motivação 3.0  – Daniel Pink

Arte: Vedere Comunicação Criativa

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Sobre João Francisco

O termo Impact Player nasceu do esporte, sendo associado a jogadores que fazem a diferença apenas por estarem em campo, capazes de elevar a confiança de um grupo com sua presença. 

Ou seja, um Impact Player é aquele que faz jogadas individuais incríveis, no entanto, seu principal valor está no papel estratégico que exerce sobre o seu ambiente, no momento em que sabe que o sucesso não é alcançado repentinamente.

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