Hábitos, mas com minúsculas ações repetidas

Me acompanhe que vou revelar logo o porque do título:

“hábitos, mas com minúsculas ações repetidas”.

Antes me diga uma coisa: você quer fazer triunfar seus melhores planos e não sabe como?

Eles não são levados a frente na maioria das vezes?

Sabe que você há uma força muito próxima de você e que talvez você  não saiba?

Bem, no início dos anos 2000, eu estava na direção de uma empresa de Telecomunicações.

Foi quando nós começamos a patrocinar o Ironman de Florianópolis.

É uma prova de triathlon com quase 4 km de natação, 180 km de ciclismo e 42 km de corrida.

Tudo para se concluir em apenas 17 horas. Menos de 1 dia.

Havíamos optado por incentivar esportes de superação física, nunca envolvendo máquinas.

Nessa ocasião, tive pela primeira vez, contato com tri-atletas e percebi neles algo muito curioso:

Era interessante notar como eles (as) se transformavam fisicamente em quase super humanos.

Mas em suas preparações diárias, viviam atrás de ganhos físicos mínimos.

É claro que isso não pertence aos assuntos do livro que trago hoje para você.

Mas eu pergunto:

O que faria se eu  desafiasse  você agora a participar do próximo Ironman?

Ou pedisse que você parasse – de repente – de consumir qualquer tipo de carne ou

ainda que você lesse a obra completa de Machado de Assis?

Se você não for um atleta, um vegano ou um fã de carteirinha da obra Machadiana,

você talvez me responda com frases prontas como:

Ah! Eu não consigo! Desculpe, mas isso não é pra mim!

E aí, emerge aquela pergunta fatal em sua mente:

E meus demais planos? Por que também eu não os concretizo ao invés de estar sempre

atrás de recuperar o tempo perdido?

O que será que estou fazendo de errado?

Um estudo da Duke University concluiu que os hábitos representam 45%

do comportamento humano.

É claro que eu poderia receitar a você agora: entre em forma começando a malhar,

exercitando-se uma hora por dia à partir de amanhã.

Ou forme bons hábitos e tudo mudará na sua vida para melhor.

Mas isso não ajudaria você.

Nos primeiros dias, quando motivado você toma a decisão é facil porque a sua

motivação está em alta.

Portanto, você não necessita de muita força de vontade.

A motivação por si só já levará você. Mas acontece que na maioria das vezes isso não

perdura, e tem mais:

há uma relação inversa entre motivação e força de vontade.

Quando a sua motivação entra em baixa, você precisa de muita força de vontade.

Entretanto, a maioria das pessoas não tem e aqui é que está o porque de 9 entre 10

itens da lista de promessas para se realizar num ano novo, batem na trave e não se realizam.

Porém, a falha não é sua. É da estratégia que você vem usando.

Mas, anime-se, porque há boas novas para você.

Estudos mostram que pode se levar de 18 a 254 dias para se formar um hábito.

Em média as pessoas necessitam de algo em torno de 66 dias.

Mas não basta saber disso.

A questão é como chegar até lá.

Para fazer as mudanças durarem, você precisa adotar a estratégia correta que

é parar de lutar contra o seu cérebro e fazê-lo trabalhar para você.

Pois é, aqui chegamos ao ponto central do livro “Mini Hábitos de Stephen Guise “.

Lembra que pareciam impossíveis de realizar aqueles 3 desafios que fiz pra você no início?

Pois é, mas vamos olhar sob uma nova perspectiva?

Me diga então agora, como você receberia minhas provocações se eu as trocasse por estas:

  • Começar a caminhar tão e somente 15 minutos por dia;
  • Deixar de comer carne uma vez por semana;
  • Ler duas páginas de uma obra machadiana antes de dormir.

A coisa agora mudou de figura, certo?  Você irá dizer que: Já dá pra encarar!

Certamente, esses mini-hábitos ainda deixariam você longe de participar do IronMan,

de virar Vegano ou de ser um expert em Machado de Assis.

Mas aqui é que está o segredo!

Em ações repetidas vai se desenvolvendo no cérebro vias (miniestradas) neurais,

que transportam mensagens de uma área para outra.

Por exemplo, veja o hábito comum tomar banho quando você acorda. Logo ao despertar

é disparada uma corrente elétrica automática neste caminho neural e você entrará no

chuveiro sem que precise decidir conscientemente.

O cérebro subconsciente automatiza de forma eficiente comportamentos repetidos

para ajudar você a navegar pelo mundo com menos esforço.

Lembra que noutro vídeo falei para você sobre a prática do dirigir um automóvel?

No início parece impossível dominar marcha, acelerador, freio, espelhos laterais, o semáforo e ainda atentar

ao que passa na frente do veículo.

Guise garante que a repetição e pequenos sucessos reiterados transformam qualquer

mini hábito em um novo padrão definitivo e importante na sua vida.

Então, começar pequeno e remover a pressão das grandes expectativas é a receita para o sucesso.

A metodologia do mini hábito nada mais é do que fragmentar o seu desejado hábito maior

em muito menores repetições, que sejam simples e fáceis de se encaixarem no seu dia a dia.

Veja a sacada dessa frase: um mini hábito em direção ao seu objetivo é “pequeno demais para falhar”

porque exige muito menos força de vontade.

Como a mudança de mindset transformará tudo para você.

Pedro, como vou chamá-lo, estava frustrado, apesar de muito inteligente. Estava

quase 80 quilos acima do peso.

Abatido e sem energia havia abandonado seu curso universitário.

Com a saúde em risco e a autoestima no chão, resolveu reagir. Deu o primeiro passo.

Ele conta que começou suprimindo apenas um item prejudicial da sua alimentação,

substituindo por outro saudável.

Só acrescentava outro quando já estivesse acostumado com a mudança.

Passou também a acordar 15 minutos mais cedo e a fazer caminhadas de 15 minutos.

Sabe como?

Estacionava o carro algumas quadras antes e caminhava até a sua empresa.

Veja foram minúsculas mudanças.

Porém, com a evolução progressiva, passados dois anos, muita coisa boa havia conquistado.

Agora com peso normal, energia renovada, havia vencido um dos seus maiores obstáculos,

antes intransponível.

Falo agora de minha própria experiência: Sabe como eu procedia nas últimas empresas

em que dirigi?

Aprovávamos nossas grandes metas para o ano.

Como eram muito desafiadoras, eu pedia ao meu pessoal que levassem em conta as variações

de sazonalidades, claro, mas as dividissem em ações diárias nos dias úteis do ano.

Toda segunda feira nos reuníamos para ver como havia sido o nosso desempenho.

Com o tempo, fizemos dessa prática um mini-hábito para nós.

E como diz Osho: vencendo camada a camada, da mesma forma que se

descasca uma cebola, acabamos por nos tornar uma empresa que possuía o

grande hábito de bater metas.

As três dicas importantes

E para finalizar, para você montar seus planos baseados na máxima

“pequeníssimos hábitos, maiores resultados”, aqui vão tres dicas finais inspiradas no autor,

para você refletir:

1º. Ações simples de curtíssima duração e repetidas formam hábitos.

Se você repete bons ou maus hábitos, sua história de vida será contada por uma sucessão

de um ou de outro. Daqui para a frente a escolha é sua.

2º. Por ser pequeno, um mini-hábito exige quase nada da sua força de vontade e independe da motivação.

Cuide então, para não se autossabotar em hipótese alguma até sentir que o hábito está consolidado em você.

E 3º. e último, um mini hábito é um gatilho mental para a formação de um hábito muito mais importante

e que será a receita definitiva do sucesso para você.

Vá em frente!!

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Sobre João Francisco

O termo Impact Player nasceu do esporte, sendo associado a jogadores que fazem a diferença apenas por estarem em campo, capazes de elevar a confiança de um grupo com sua presença. 

Ou seja, um Impact Player é aquele que faz jogadas individuais incríveis, no entanto, seu principal valor está no papel estratégico que exerce sobre o seu ambiente, no momento em que sabe que o sucesso não é alcançado repentinamente.

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